Cochise César – Manual de instruções (ou desabafo, se preferir, ou ainda ultimato)

Sou um cara legal, bem humorado, com senso de humor, inteligente, sensível, algumas tantas idiossincrasias, bom ouvinte, me preocupo com as pessoas que gosto e tento resolver seus problemas.
Se o mundo fosse um lugar justo eu seria uma pessoa feliz. Mas como o mundo não é um lugar justo, eu sou um carregador de piano.
As pessoas me procuram sempre que tem problemas na vida sentimental, afetiva e amorosa (e isso são coisas diferentes sim) ou em seus computadores.
Fosse só isso tudo bem. Gosto de ajudar as pessoas. O problema é que em sua maioria elas SÓ lembram de mim nessas horas.
Não se lembram de mim nas partes interessantes da vida. sair com os amigos, conversar, criar e agendar programas.
É claro que estou generalizando, mas quase sempre que meu telefone toca é alguém pedindo ajuda.
Pô. Não sou técnico.
Como disse mais cedo: Paga ingresso faz favor.
Leiam o que eu escrevo, se interessem pela minha vida, me convidem para as suas.
Então, resolvi que não vou ficar rastejando atenção ou carregando piano para ninguém, que com as qualidades acima seria mais que justo inverter a polaridade das relações vampiricas que mantenho.
Resolvi dar um basta nisso depois de domingo.
Passei a semana organizando um encontro. Dez pessoas. Duas se justificaram (Marcella Oliveira e Andreza Cristina), duas deram desculpas esfarrapadas (filho feio não tem pai e se eu fizer ataques pessoais me ferro) e uma presença (Karla Patrícia).
Ou seja, sete bolos.
E na segunda já tinha duas coisas quebradas pra consertar.
esse encontro foi uma porta aberta para o passado entrar no futuro, e o Expresso 2222 vai partir direto de Bom Sucesso pra depois do anos 2000.

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