O Preço do Feijão

Atendendo a pedidos da Grazi. (Acho que sou muito fácil de convencer) o pimeiro dos textos é sobre a Realidade objectiva dos factos (sotaque portugês fajuto de quem andou lendo Fenrando Pessoa)

Além disso, esse texto faz parte de mais uma das minhas pequenas coleções como a minha mitologia e os textos impressionistas (preciso terminar de digitar ambos, por falar nisso). Essa se chama Óculos de Longo Alcance Para Vistas Sem Relance.

É uma homenagem ao livro Viver é feito a mão/Viver é Risco em Vermelho que tem essa expressão.

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É um título panfletário, mas o texto não.

Pegando guimba de conversa hoje, estavam discutindo o preço do feijão na copa da secretaria municipal de saúde. Uma senhora afirmando “tinha que ser mais barato”.

Concordo. Feijão está um absurdo e em passado próxmo esteve ainda mais caro.

“coisas como bebida carne e cigarro é que devia ser caro” Concordo também. Não quanto à carne, mas concordo.

A questão é: O feijão no Brasil quase não paga impostos. Os produtos da cesta básica foram desonerados de PIS/COFINS e ICMS. Talvez ele pague impostos colateralmente em insumos, combustível para transporte, armazenagem, etc.

A alta do feijão foi por motios climáticos e econômicos, e não existe importo que possa ser baixado para que o preço final caia.

Ou seja, o governo não pode fazer nada.

Disse isso. Disse que bebida e cigarro têm realmente impostos realmente altos, têm seus preços elevados acima do natural. Que a culpa da carstia não é do governo e ele não pode fazer nada contra ela.

A resposta:

“Mas tinha que ser mais barato…”

Uma das frases mais antigas em relação à política é que ela é a arte do possível. Ela já foi muito mal utilizada para justificar conchavos imorais, mas é verdade. Já que os impostos não são nem os culpados nem podem remediar a situação, seria necessário uma política de subsídios. Mas intaurar essa exigiria a contrução de um sistema de cadastro e pagamento de produtores. Uma política dessas só poderia ser instaurada por leis, o que significa que antes de tudo isso a matéria teria que ser discutida e aprovada pelo legislativo.

Mas o Brasil está lutando pelo fim dos subsídios. Essa é uma prática condenada pela OMC, etc.

Ou seja. Impossível. E mesmo que fosse possível, talvez comecesse a funcionar em um ano, um ano e meio, quando o problema já passou, já que é uma questão sazonal. Safra que vem volta ao normal.

O que quero dizer com essa história toda é que o brasileiro comum quer milagres. que quer que seu desejo seja atendido pelo governo, mas sequer tenta enteder o problema. diante da dura verdade que política é a arte do possível apenas repetem tolamente seu desejo de milagres.

É por isso que os milagreiros sem compromisso, sem seriedade são eleitos por campanhas publicitárias. porque o brasileiro comum quer milagres.

Se querem a minha solução, seria a associação do plano Safra a um seguro compulsório com cobertura completade modo que os produtores não tenham que repassar os prejuízos ao consumidor.

Mas esse seguro precisaria de uma auditoria muito boa para evitar golpes, e au mesmo tempo muito honesta para evitar injustiça.

Política é a arte do possível, e conhecer os limites do possível é o primeiro passo para rompê-los.

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